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sexta-feira, 29 de abril de 2016

Desemprego atinge 11,1 milhões de brasileiros no primeiro trimestre

258399868_1-3Fila em frente ao Centro de Apoio ao Trabalho em São Paulo – Paulo Fridman / Bloomberg
A taxa de desemprego no país ficou em 10,9% no primeiro trimestre, atingindo 11,1 milhões de pessoas, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Mensal, divulgada nesta sexta-feira pelo IBGE. No trimestre anterior, encerrado em dezembro, a taxa foi de 9%. Analistas consultados pela Bloomberg estimavam que o resultado ficasse em 10,7%, com possibilidade de chegar a 11,1%.
A população desocupada foi estimada em 11,1 milhões de pessoas, alta de 22,2% ou mais 2 milhões de pessoas procurando emprego em relação ao contingente observado entre outubro e dezembro. No confronto com igual trimestre do ano passado, esta estimativa subiu 39,8%, um aumento de 3,2 milhões de pessoas desocupadas na força de trabalho.
Já a população ocupada foi estimada em 90,6 milhões de pessoas e apresentou redução de 1,7%, quando comparada com o trimestre de outubro a dezembro de 2015. Em comparação com igual trimestre do ano passado, foi registrada queda de 1,5%, representando menos 1,4 milhão de pessoas.
O número de empregados com carteira assinada (34,6 milhões) recuou em ambos os períodos de comparação. Frente ao trimestre de outubro a dezembro de 2015, a diminuição foi de 2,2%. Na comparação com igual trimestre do ano passado, a redução foi de 4% ou aproximadamente menos 1,4 milhão de pessoas nessa condição.
O rendimento médio real habitualmente recebido em todos os trabalhos, em R$ 1.966, ficou estável frente ao trimestre de outubro a dezembro de 2015 (R$ 1.961) e mostrou queda de 3,2% em relação ao mesmo trimestre do ano passado (R$ 2.031). A massa de rendimento real habitualmente recebida em todos os trabalhos (R$ 173,5 bilhões) ficou estável em relação ao trimestre de outubro a dezembro de 2015 e teve queda de 4,1% frente ao mesmo trimestre do ano anterior.
Por tipo de ocupação, o número de empregados no setor privado com carteira de trabalho assinada caiu 2,2% frente ao trimestre de outubro a dezembro de 2015 e 4% na comparação com o primeiro trimestre do ano passado. A categoria das pessoas que trabalharam por conta própria registrou aumento de 1,2% em relação aos três meses anteriores, o que significou um incremento de 274 mil pessoas neste grupo. Na comparação com o período de janeiro a março de 2015, constatou-se um aumento de 6,5%, o que representou um acréscimo de 1,4 milhão de pessoas. A participação dos empregadores apresentou uma redução de 5,8% em relação ao trimestre de outubro a dezembro de 2015 e, em relação ao trimestre de janeiro a março de 2015, a redução foi de 8,6%.
INDÚSTRIA FECHA 1,5 MILHÃO DE VAGAS
Na análise do contingente de ocupados por grupamentos de atividade, em relação ao trimestre encerrado em dezembro do ano passado, houve retração de 5,2% na indústria geral (-645 mil pessoas), de 4,8% na construção (-380 mil pessoas), de 1,9% na administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (-299 mil pessoas) e de 1,6% no comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (-280 mil pessoas). Nos demais grupamentos de atividade não houve variação estatisticamente significativa.
Frente a igual trimestre do ano passado, houve aumento em transporte, armazenagem e correio (4,3%, 184 mil pessoas); serviços domésticos (4,3%, 258 mil pessoas); alojamento e alimentação, (4%, 173 mil pessoas); e administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (2,4%, 358 mil pessoas). Nos grupamentos da indústria geral e da informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, verificou-se queda de 11,5% (menos 1,5 milhão de pessoas) e de 6,3% (menos 656 mil pessoas), respectivamente. Os demais grupamentos ficaram instáveis, informou o IBGE.
Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o mercado formal de trabalho registrou, em março, um saldo negativo de 118.776 postos. Isso significa que mais vagas de trabalho com carteira assinada foram fechadas do que preenchidas no mês passado. Com o resultado, o país completou 12 meses consecutivos em que as demissões superaram as contratações.
No trimestre encerrado em fevereiro, de acordo com a Pnad, a taxa de desemprego no país acelerou mais uma vez e ficou em 10,2% — até então o pior resultado da série iniciada em 2012. Já a população desocupada totalizou a marca histórica de 10,4 milhões, crescendo mais de 40% em um ano.
A Pnad Contínua referente ao ano de 2015 mostrou que contingente de desocupados passou de 6,7 milhões de pessoas em 2014 para 8,6 milhões, quase 2 milhões de desempregados a mais. A taxa média de desemprego ficou em 8,5% no ano passado e foi a maior da série histórica do estudo.
O Globo

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