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sexta-feira, 1 de abril de 2016

Ex-secretário do PT recebeu mais de R$ 1 milhão de acusados na Lava-Jato

Ce-cpfEWQAQa7H2Foto: Roberto Stuckert Filho
Retirado do ostracismo e preso nesta sexta-feira na 27ª Fase da Lava-Jato, Sílvio Pereira, ex-secretário geral do PT e braço direito do ex-ministro José Dirceu, não aceitou apenas uma Land Rover “de presente” da empresa GDK, fornecedora da Petrobras, como acabou revelado no escândalo do Mensalão. As investigações da Polícia Federal mostra que Silvinho, como é conhecido, recebeu R$ 1,611 milhão de fornecedoras da Petrobras ou operadores de propina da estatal entre 2009 e 2012.
Silvinho se desfiliou do PT em 2005 e, em 2012, teve sua punição extinta pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa. Os investigadores da Lava-Jato suspeitam que ele continou a receber propina mesmo depois de se afastar do partido. Em janeiro passado, o lobista Fernando Moura afirmou aos investigadores que, depois do Mensalão, Silvio Pereira passou a receber um “cala boca” de R$ 50 mil. Com a delação, Silvinho se manteve discreto e tentou, mais uma vez, submergir.
Os pagamentos ao petista foram feitos por meio de duas empresas das quais ele é sócio, a DNP Eventos e a Central de Eventos e Produções. A OAS pagou à DNP R$ 486,1 mil entre 2009 e 2011. Em 2011, a UTC Engenharia, do empresário Ricardo Pessoa, um dos delatores da Lava-Jato, pagou R$ 508,6 mil. Júlio Camargo, delator e operador de propina, pagou R$ 12,3 mil à DNP em 2012. A Projetec, do também delator e empresário Augusto Mendonça Neto, fez sete depósitos à empresa em 2010, num total de R$ 154 mil.
O Ministério Público Federal também identificou pagamentos de R$ 400,4 mil da TGS Consultoria para a Central de Eventos e de Júlio César dos Santos, amigo e sócio do ex-ministro José Dirceu. Ao mesmo tempo, a empresa de Silvinho tranferiu R$ 170,1 mil para a TGS. Júlio César responde a ação por lavagem de dinheiro e associação criminosa e seria subordinado a Dirceu, tendo ajudado o ex-ministro a ocultar patrimônio.
No despacho em que decretou a prisão temporária de Sílvio Pereira, o juiz Sérgio Moro afirma que as duas empresas do ex-secretário do PT não aparentam ter estrutura compatível para receber os valores. No endereço da DNP existe apenas um restaurante pequeno. O endereço da Central de Eventos não foi localizado
Além de um apartamento no centro de São Paulo, que tinha antes do escândalo do Mensalão, Pereira comprou uma casa por R$ 600 mil, em 2010, num condomínio fechado em Carapicuíba, onde ele teria sido preso nesta sexta.
O Globo

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