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sexta-feira, 1 de abril de 2016

Nova fase aproxima Lava Jato do assassinato de Celso Daniel

A nova fase “Carbono 14” da Operação Lava Jato aproxima ainda mais os investigadores de Curitiba do assassinato do prefeito petista de Santo André (SP), Celso Daniel, ocorrido em 2002.
Um dos presos nesta sexta-feira (1º) é o empresário Ronan Maria Pinto, dono do jornal “Diário do Grande ABC”, cujo nome aparece ligado ao caso Celso Daniel.
A Lava Jato já vinha chegando perto do assunto havia meses. Em depoimento à Lava Jato no fim do ano passado, o pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente Lula, confessou que destinou parte de recursos de um empréstimo fraudulento a Ronan Maria Pinto, que teria pedido R$ 6 milhões para não contar o que sabia sobre caixa dois do PT e a relação desses recursos com o assassinato do então prefeito de Santo André.
Após o depoimento de Bumlai, Pinto afirmou via assessoria não conhecer o pecuarista e não ter tido “qualquer relação com esses fatos”.
Não foi só Bumlai que relacionou Pinto à suposta chantagem.
Em 2012, o publicitário Marcos Valério, condenado no mensalão, também contou, em uma frustrada tentativa de fechar acordo de delação premiada, que foi procurado em 2004 pelo então secretário-geral do PT, Silvio Pereira, o Silvinho, que lhe pediu para intermediar um empréstimo. Silvinho também foi preso, nesta sexta, pela Lava Jato.
Segundo Valério, Ronan Maria Pinto chantageava Lula e Gilberto Carvalho, que foi chefe de gabinete da Presidência, com informações que ligariam o PT ao assassinato de Celso Daniel.
O publicitário disse que se recusou a ser o intermediário, mas que se reuniu com Pinto e Silvinho e que o empresário comprou o “Diário do Grande ABC” com dinheiro que Bumlai tomara emprestado. O “caminho” do dinheiro é investigado pela “Carbono 14”.
O depoimento de Valério, revelado pela revista “Piauí” em agosto passado, foi anexado aos autos da fase “Passe Livre” da Lava Jato, que prendeu Bumlai em novembro do ano passado. À época, Pinto não se manifestou.
Ao apontar um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo Bumlai, Pinto e petistas, a fase “Carbono 14” da Lava Jato junta pontas da história. Segundo a investigação, o empréstimo fraudulento foi posteriormente coberto por meio de desvios na Petrobras.
Os procuradores não devem mergulhar em uma investigação de assassinato, tema da Justiça Estadual, mas trazer à tona o episódio de 2002 tem potencial de dar dor de cabeça ao PT.
MORTE
Na época do seu assassinato, em janeiro de 2002, Celso Daniel era coordenador da pré-campanha de Lula à Presidência e revelações sobre irregularidades na prefeitura poderiam impactar a campanha do petista.
O prefeito petista foi sequestrado em 18 de janeiro de 2002 quando voltava de um restaurante. Seu corpo foi encontrado dois dias depois.
No momento do sequestro, Celso Daniel estava acompanhado do empresário Sérgio Gomes da Silva, o Sombra, seu amigo.
Sombra chegou a ser acusado de ter encomendado a morte porque o prefeito teria interrompido um suposto esquema de corrupção no qual o empresário e amigo estaria envolvido.
No fim de 2014, porém, a Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) anulou o processo no qual Sombra era apontado como mandante do assassinato do petista. Seus advogados alegavam cerceamento de defesa. Com a decisão, o processo voltou à fase inicial.
Folha Press

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