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sexta-feira, 15 de abril de 2016

Vestidos de policiais federais, ladrões assaltam prédio de preso na Lava-Jato

2016-899940531-201604011637051227.jpg_20160401Um grupo de cerca de dez ladrões disfarçados de policiais federais fez uma arrastão, na manhã desta quinta-feira, no prédio onde mora o empresário Ronan Maria Pinto, preso na Operação Lava-Jato. Os criminosos convenceram o porteiro do edifício, localizado em Santo André, no ABC paulista, que se tratava de mais uma ação da PF.
O empresário foi preso no dia 1º de abril, na 27ª fase da Lava-Jato, por ter recebido R$ 6 milhões, que, segundo o Ministério Público Federal, eram oriundos do esquema de propinas da Petrobras. Ronan é dono de empresas de ônibus e do jornal “Diário do Grande ABC”.
Depois de abrir o portão, o porteiro foi rendido pelos ladrões. Os criminosos invadiram cinco apartamentos do prédio, um edifício de alto padrão. Segundo policiais, a quadrilha não entrou no apartamento de Ronan. Mais de 15 moradores foram vítimas. Eles tiveram dinheiro, joias e roupas roubados.
A ação começou às 5h20 e terminou às 8h05. Seis integrantes do bando percorreram os apartamentos e os demais ficaram na portaria. No final, os moradores abordados foram trancados em um cômodo do térreo do edifício e orientados a abrir a porta depois de 15 minutos. Os criminosos fugiram em dois carros.
Ronan Maria Pinto foi preso no âmbito da Operação Lava-Jato porque o MPF descobriu que ele era o beneficiário final de metade do empréstimo de R$ 12 milhões retirado para o PT, em nome do pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente Lula, no Banco Schahin. O empréstimo foi quitado fraudulentamente depois que uma das empresas do Grupo Schahin fechou contrato de US$ 1,6 bilhão com a Petrobras para a sonda Vitória 10000, em 2007.
Em setembro de 2012, o publicitário Marcos Valério, condenado a 40 anos de prisão no esquema mensalão, contou à Procuradoria-Geral da República (PGR) que o ex-secretário-geral do PT Sílvio Pereira o havia procurado em 2004 pedindo ajuda, porque Lula e os ex-ministros José Dirceu e Gilberto Carvalho estavam sendo chantageados por Ronan Maria Pinto. O empresário teria pedido R$ 6 milhões em uma reunião com Pereira e Valério para comprar um jornal. Segundo Valério, que tentava um acordo de delação premiada com a Justiça, Pereira disse que o valor havia sido obtido por Bumlai junto ao Banco Schahin e repassado ao empresário.
O Globo

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