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terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Currais Novos terá investimento de US$ 150 milhões em mina de ouro, centenas de empregos serão gerados...

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Foto: internet
Quem passa pela BR-226, no município de Currais Novos, a 172 quilômetros de Natal, nem imagina que 4,2 milhões de toneladas de ouro com potencial de exploração estão guardados embaixo da autoestrada e da terra quente - característica do Seridó potiguar. Uma riqueza tão grande que nem mesmo os especialistas na área arriscam mensurar o valor em dinheiro. Investidores australianos aguardam agora a liberação do licenciamento ambiental prévio para começar o processo de instalação de uma mina em 2017 e dar pontapé na extração do ouro durante o segundo semestre do próximo ano.
O Projeto Borborema, da mineradora Cascar Brasil, prevê uma exploração potencial de 2 milhões de toneladas nos próximos 12 anos. A empresa faz parte da holding australiana Crusader Resources, que tem capital aberto. Um dos seus investidores é o Banco Mundial. Ela conta com uma área de 400 hectares na Fazenda São Francisco, zona rural do município. Com esse porte, a estrutura deverá integrar o ranking das cinco maiores minas do país.
O investimento previsto para iniciar o empreendimento é de US$ 150 milhões – cerca de R$ 460 milhões na cotação atual.  Mais de duas mil pessoas serão contratadas diretamente durante a construção da mina. Na fase de operações, a empresa deverá empregar cerca de 200 pessoas e outras 900 indiretamente. As informações são da geóloga Juciene Barros, representante da empresa no estado.
Órgão responsável pela liberação do projeto técnico de exploração, o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) – ligado ao Ministério de Minas e Energia – já liberou a concessão de lavra à Cascar. O superintendente do departamento no Rio Grande do Norte, Octávio Santiago Filho, afirmou que a empresa tem três processos de concessão de lavra. Nesta fase, ela já está autorizada a explorar os recursos, desde que conte com as licenças ambientais, que ficam a cargo do estado.
“Esse é um processo antigo. A empresa passou todas as pesquisas prévias realizadas na área, tudo foi avaliado tecnicamente, foram feitas adequações no sistema de produção proposto. Está tudo certo”, assinala.
Previsto inicialmente para 2015, o projeto atrasou em razão do licenciamento ambiental. “Nossa ideia era que o primeiro carregamento saísse daqui em novembro de 2015”, reforça Juciene Barros. A Cascar chegou ao estado em 2010 e começou a prospectar a área durante 2011, quando foi realizado o pedido de licenciamento. Em 2013, a empresa realizou audiências públicas no município de Currais Novos, como é exigido pela legislação ambiental. A promotoria do Meio Ambiente do Ministério Público, porém, abriu uma de investigação que acabou atrasando o processo. Várias recomendações foram emitidas. Mariana Barbalho, que é promotora de Justiça do município e que coordenou o Centro de Apoio Operacional (Caop) do Meio Ambiente, em Natal, explicou que a maior preocupação do órgão é com o uso da água, que ainda está escassa na região, após cinco anos de seca...

Fonte: Caicó Digital

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