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terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Software afirma descobrir se você é gay usando características faciais

Um controverso software de inteligência artificial, que afirmou ser capaz de “identificar homossexuais” por meio da forma do rosto das pessoas, foi refutado pelo Google e pesquisadores de Princeton.
Enquanto os criadores do programa afirmam que ele é capaz de fazer medições dos índices entre diferentes características faciais, os especialistas do Google e Princeton estudaram as descobertas e descreditaram essa afirmação. Eles afirmam que tudo depende dos padrões de como as pessoas homossexuais e heterossexuais tiram suas selfies, segundo informações do Daily Mail.
O programa de computador em questão foi desenvolvido em setembro por pesquisadores da Universidade de Stanford, sob a ideia de que características faciais no rosto das pessoas poderiam determinar sua preferência sexual.
No entanto, os críticos ao projeto refutaram essa afirmação por meio de um experimento feito em um aplicativo de namoro. Segundo eles, tais determinações são feitas pela forma com que as pessoas tiram suas selfies. Isso inclui detalhes superficiais como a quantidade de maquiagem, pelos faciais, bem como diferentes preferências para o tipo de ângulos utilizados para a foto.

Os métodos utilizados para a criação do software também causaram controvérsias, uma vez que é limitado ao uso de pessoas brancas e jovens. A equipe de Stanford reivindicou que seu software foi capaz de identificar corretamente a sexualidade de um homem em 91% das vezes, enquanto que entre as mulheres, 71%, por meio das diferenças sutis na estrutura facial.
Para o experimento que refutou essa afirmação, os pesquisadores Blaise Aguera y Arcas e Margaret Mitchell do Google, utilizaram o sistema de IA para analisar 35.326 imagens de homens e mulheres de um site de relacionamento dos EUA. Assim, com a ajuda do psicólogo social Alexander Todorov, de Princeton, eles estudaram as imagens geradas pelo sistema de IA como representações médias dos rostos de homens e mulheres heterossexuais e homossexuais.

Eles descobriram diferenças de nível superficial mais óbvias que se destacaram nas imagens, como a presença de óculos. Então, realizaram uma pesquisa com 8 mil americanos por meio de uma plataforma de crowdsourcing para confirmar de maneira independente esses padrões
“[Pesquisadores de Stanford] afirmam que as principais diferenças estão na fisionomia, o que significa que uma orientação sexual tende a acompanhar uma estrutura facial característica”, escreveram os autores do estudo em uma publicação da Medium. “No entanto, podemos ver imediatamente que algumas dessas diferenças são mais superficiais”.

“Por exemplo, a mulher heterossexual ‘média’ parece usar sombra nos olhos, enquanto a homossexual ‘média’ não o faz”, afirmaram. “Os homens heterossexuais tendem a tirar suas selfies em um ângulo mais baixo, o que terá o efeito aparente de ampliar o queixo, encurtar o nariz, encolher a testa e atenuar o sorriso”.
“As diferenças óbvias entre as lésbicas e gays nas selfies relacionam-se com a apresentação e estilo de vida – isto é, diferenças na cultura, não na estrutura facial”, concluíram os pesquisadores.
Entretanto, os pesquisadores Michal Kosinski e Yilun Wang, da Universidade de Stanford, autores do estudo que envolveu a criação do programa, ofereceram uma explicação diferente.
Segundo eles, enquanto estamos no útero, hormônios como a testosterona afetam a estrutura óssea de nosso corpo ainda em desenvolvimento. Logo, esses hormônios tem um papel importante na determinação da sexualidade, e o programa que inventaram é capaz de capturar esses sinais.
A metodologia utilizada pelos pesquisadores de Stanford enfrentou pesadas críticas. A GLAAD, por exemplo, que é a maior organização de advocacia de mídia LGBTQ do mundo, e a Human Rights Campaign, a maior organização de direitos civis LGBTQ dos EUA, desconsideraram completamente o estudo logo após a sua publicação.
Em uma declaração, pediram a toda a imprensa que divulgasse o estudo incluísse também suas falhas, afirmando que este fazia suposições impressivas, que deixou de lado pessoas negras e não foi testado por casais.
Jornal Ciência com Daily Mail

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