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domingo, 20 de maio de 2018

Aos 62, bancário aposentado redescobre força e vigor da juventude nas corridas

O enredo não é novo. Certamente você já conhece dezenas de histórias de pessoas que mudaram suas vidas por meio do esporte. E não falo de grandes atletas, os de alto rendimento. Falo de pessoas comuns mesmo. Mas é impressionante que quanto mais surgem novas narrativas de superação e de transformação, mais nós gostamos de contar. E nada melhor que estrear a coluna falando de um grande cara, um exemplo de corredor.
Gérson Azevedo é bancário aposentado, tem 62 anos e só começou a correr aos 56. Antes já praticava esportes, mas a descoberta da verdadeira felicidade só veio com a mudança de modalidade e é nas pistas que ele se sente pleno, realizado.
“A corrida pra mim é um estilo vida e foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida nos últimos 7 anos. Antes eu jogava futebol e futsal, mas essa troca pela corrida foi fantástica porque hoje eu corro com minha mulher, filhos e amigos, em qualquer lugar, na praia, no sítio, nas viagens”, ressaltou.
Desde que começou nas corridas, Gerson já concluiu quatro meias maratonas (uma no Rio de Janeiro e três em Natal), uma maratona (Em Santiago, no Chile) e um desafio de 23 quilômetros em Santa Cruz-RN, esse no último dia 12. Mas ele já correu tantas provas de 10 e 5 quilômetros pelo Brasil quase todo que perdeu as contas. Vale destacar que quase sempre conquistando pódios em sua faixa etária.
Além de um atleta dedicado e de alto nível para um amador, nosso personagem é igualmente conhecido no meio por sua generosidade, simpatia e energia. A cada corrida, a cada treino, uma de suas especialidades é passar força a todos. “O interessante é que quando a gente corre todo corredor é um amigo. É um prazer cumprimentar cada corredor(a) que a gente cruza. Dar um bom dia, um boa tarde, é uma alegria. É muito bom incentivar e ser incentivado”, disse Gérson.
Em abril desse ano ele correu a Maratona de Boston, umas das seis maiores do mundo, mas foi traído pelas condições climáticas. Com temperatura de 2 graus, chuva, ventos e sensação térmica de -4 graus, ele literalmente congelou. O frio extremo o fez parar no quilômetro 24. Mas quem disse que isso o fez desistir de correr lá? Pelo contrário. Já está focado em voltar lá em 2019 e dessa vez concluir em grande estilo como sempre faz.
Mas, apesar de ter ótimos tempos, pódios e grandes conquistas para um corredor amador de 62 anos, para Gérson o melhor de correr nem está nos índices. Óbvio que são importantes e a cada prova a meta é sempre melhorar. Só que o que dá prazer de verdade, o que o torna feliz e trouxe essa sensação de leveza na vida foi a própria corrida.
“Antes meu círculo de amizade se restringia, praticamente, aos colegas da Caixa. Hoje, tenho amigos no Brasil todo e cada dia tenho mais por causa das corridas. Quando jogava futebol, com cinquenta e poucos anos os próprios colegas nos consideravam “velhinhos”. Hoje não tenho esse sentimento e até sinto-me bem jovem. A auto estima melhorou muito, perdi 12 quilos de gordura, ganhei músculos, tenho porte e condicionamento de atleta. Tudo mudou e agora até minha mulher que não se via correndo, hoje corre e também faz musculação, coisa que detestava. Enfim, correr me realiza”. Enfatizou Gérson.
Quando perguntado qual o maior sonho de vida, a resposta foi simples e direta. “Continuar correndo com minha família e meus amigos por muitos anos e com saúde”, completou...
BBG

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